quinta-feira, 19 de junho de 2008

Gramaticando de mim mesma

"Sujeito sem predicados
Objeto
Sem voz
Passivo
Já meio pretérito
Vendedor de artigos indefinidos
Procura por subordinada
Que possua alguns adjetivos
Nem precisam ser superlativos
Desde que não venha precedida
De relativos e transitivos
Para um encontro vocálico
Com vistas a uma conjugação mais que perfeita
E possível caso genitivo"

(Pausa Poética - Paulo César de Souza)

Amei. Gostei da brincadeira. Vamos entrar nessa.

Falando de gramática, acho que eu seria uma oração principal... dessas que não dependem de outras para ter sentido. Ficam muito melhor com subordinadas completando, mas se bastam sozinhas. Se fosse pra ser uma subordinada, talvez eu fosse uma adjetiva explicativa, dessas q vivem explicando tudo (às vezes, funciono como restritiva também...). Nunca seria uma substantiva objetiva direta, se tem coisa que eu não sou é direta. Talvez uma adverbial causal, dessas que a gente nunca sabe diferenciar das consecutivas... mas nunca uma conformativa!

Na classificação de sujeito, seria mais difícil... sujeito simples? Taí, nem pensar!! Sujeito oculto? Não mesmo! Nada mais transparente do que eu. Oração sem sujeito é que não mesmo, né? Talvez sujeito indeterminado... mas não sei... será? Sujeito composto... pronto, bem melhor! Sujeito composto.

Como artigo, determinado, feminino (apesar da ausência de cor-de-rosa), plural (certamente). Para verbos, modo indicativo na maior parte das vezes (especialmente neste blog), mas algumas vezes descambo pro modo Imperativo... Subjuntivo, só dentro da minha cabeça, o tempo todo... (se fosse... Que seja! Quando for...).

A voz ativa predomina, mas quando a passiva chega é difícil fazê-la sair. Falta-me um agente da passiva. Por vezes, sou um adjunto adverbial de tempo (dois anos no máximo). Predicativo de poucos sujeitos, escolhidos a dedo. Um verbo bitransitivo, bem transitivo mesmo, precisando de vários objetos, diretos e indiretos. Às vezes, transformo-me em verbo intransitivo. Calar. Dormir. Chorar. Nessas ocasiões, posso ser também defectiva... faltam-me várias formas, sou incompleta. Com relação ao tempo... imperfeita. Futuro do pretérito também cabe bem.

Sou um pronome super pessoal do caso oblíquo, nada pra mim é reto. E tônico, nada em mim é átono. Posso também ser um pronome bem possessivo, bem interrogativo. Ou vários.

Minha vida tem várias vírgulas, mais do que eu gostaria. Por mim, engatava dois pontos e saía atirando, correndo pela vida. Mas às vezes me deparo com ponto e vírgula e aí não tem jeito... reticências... Não tem nada, não. Meto um monte de travessão e vambora. Até que chegue o ponto final.

Daí, abre aspas e vamos ver o que acontece.

Um comentário:

Juliana Hilal disse...

Como assim????? Não posta nada há CINCO dias?????
Unbelievable!
Beijos sonolentos...