quarta-feira, 22 de julho de 2009

O gato de Paraty

Foi em Paraty, terra mágica, de águas muito verdes e muito azuis, de céus muito azuis e muito rosas. Foi no carnaval, época de catarse e de paz, época de fantasia. Eu não estava esperando.


Quando cheguei, ele já estava lá. Achei uma graça de cara. Tentei uma aproximação, ele me olhou e nem me deu bola. Deixei pra lá. Logo na primeira noite, senti um volume a mais na minha cama, ou melhor, no colchão no chão em que eu dormia. Era ele. Não pediu licença, nem falou comigo, veio chegando e se instalou. Eu deixei, porque gostei, confesso. Um misto de medo com vontade de companhia. Tá, foda-se, quer ficar, fique. Não vou ficar pirando por isso.


De dia, ele sumia. Tomava o café com a gente e sumia. Sem cerimônia, da mesma maneira que tinha pulado pra minha cama, sentava no colo das minhas amigas, na minha frente. E eu ali, querendo que ele viesse pro meu lado. Às vezes ele vinha, sem que eu esperasse. Às vezes eu obrigava, puxava, ele vinha e ficava, mas não muito. Um dia, dormiu no meu colo, eu fazendo cafuné.


Lindo. Lindo. E eu querendo mais.


No último dia, surgiu um outro figura. Não era tão bonito, mas era muito carinhoso, e conquistou meu coração (que coisa mais Teresinha). Ficamos preocupadas, eu e minhas amigas, com a reação do outro, o primeiro. Quando se viram, brigaram, saíram na porrada. Mas não foi nada grave. Disputa de território.


Mas tudo o que é bom dura pouco. Eu tinha que vir embora. Adeus, gato. Volto pra minha terra, sem águas azuis e verdes, sem esses céus, sem você, que você pertence a esse lugar.


Como lembrança, somente essa foto. Que mostra o quanto a gente se deu bem.








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