sábado, 7 de março de 2009

Bar do Zé, o menino bonito e o acidente

Show no Bar do Zé em Barão. Preguiça do caralho de ir. Porque eu sabia que ia ser muito quente, muito calor. Porque começa tarde e acaba tarde. Porque eu tava desanimada mesmo. Mas tem que ir, vamos.

Primeira coisa que me animou: as cervejinhas que tomei com o povo da banda e as risadas que dei com Lucas. Figura...

Segunda coisa: o show foi do caralho. Uma puta vibe leal, animada mesmo, uma energia boa, som bom, galera curtindo muito mesmo (Virtual foi lindo). Me acabei de cantar e de dançar, minha voz não estava rouca, todo mundo quebrando tudo, foi o máximo.

Terceira coisa: no fim do show, vi um carinha que eu já tinha visto em outros shows. Na verdade, a primeira vez que o vi, eu estava namorando (e o namorado era da banda). Achei uma gracinha, mas só. Ele veio elogiar a banda e tal. Isso faz bem mais de um ano. Ô se faz, imagina, se eu estava namorando, deve fazer quase dois anos. Depois o vi de novo no Bar do Zé mesmo. Mas hoje, dessa vez, ele veio falar comigo. E eu pensando “Nossa, ele é uma gracinha mesmo...”. Disse de novo que gostava da banda, trocamos umas palavras e tal. Eu saí pra procurar minha queridíssima amiga que foi me ver, e depois não achei brecha de voltar e puxar papo. Fiquei olhando. Bastante. Ele é mesmo bonito...

Vi quando ele foi embora, correndo pela rua, acho que brincando com os amigos. Tomei mais um pouquinho de breja, bati mais papo com o Lucas (figura e bêbado) e com o Fer e decidi ir pra casa. Dor de cabeça da porra. Dei carona pro Dé e estava a caminho de Campinas, pelo tapetão, ouvindo a Céu cantar “Malemolência” no meu carro. E eu cantando junto “Menino bonito, menino bonito, ai...”.

Pensando no tal. Será que a gente se vê de novo, nem faço idéia do que ele faça na vida, só sei o nome dele. De repente, um acidente na estrada desvia minha atenção. Um carro no barranco, praticamente virado na contramão, quase caindo. Uma galera parada do outro lado da pista. Reduzi e olhei. E quem está ali? O menino bonito!

Deus Pai do Céu, eu aqui pensando nele e o cara envolvido num acidente. Fiquei branca, fiquei gelada. Será que tá tudo bem? Será que tem alguém machucado? Será que ele se machucou? Acho que eu vou voltar. Putz, mas tem que ir até a ponta do tapetão e voltar tudo... e vou voltar pra quê? Nem conheço ele... vou fazer o quê, chegar assim? Putz, quase 5 da matina, deixa quieto, eu não tenho nada com isso, vou pra casa dormir, que amanhã tem casamento pra cantar.
Quando chego no fim do tapetão, vejo uma unidade do SAMU passando. Pronto, fudeu. Alguém se machucou. Eu vou voltar.

Faço o retorno, pego o tapetão de novo, vou até Barão e faço a volta. Chegando no lugar do acidente, parei. Tadinho, acho que ele não entendeu nada. Eu disse que tinha visto o acidente, visto que era ele, e decidi voltar, ver se precisavam de alguma coisa, se estava tudo bem. O carro era dele, ele rodou na pista (céus!!), sozinho, mas tava tudo bem. Não machucou nem nada. Que bom. Fiquei meio sem graça, uma tonta, falando rápido. E ele com um sorriso lindo dizendo que não acreditava que eu tinha voltado. “Eu não sou sempre assim”. Que bom, hehehe. “Mas olha só, eu rodo na pista e ainda me para a Juliana...”.

E foi isso. Eu falei “Então tá bom”. E voltei pra casa.

Agora eu já sei. Já sei o que uma amiga (duas amigas) vai (vão) falar. Você é uma tonta, bocó, volta lá pra nada? Nem pra deixar telefone, trocar contato, sei lá? Pois é. Não. Essa não sou eu.

Mas eu pensei uma coisa. Olha só. Ele me disse que por pouco não capota o carro. E eu fiquei imaginando: suponhamos que (Deus o livre, Deus me livre, Deus nos livre) ele tivesse capotado e morrido. Eu nunca mais ia vê-lo, provavelmente nem ia saber do acontecido; mas se soubesse por alguma razão, ia ter me culpado por não ter ido puxar papo com ele de novo lá no Zé. Imagina, fiquei um tempão olhando ele de longe, nem fui conversar, e o cara morre...

Pois é. Só que ele não morreu. Tá aí, ainda inteiro, ainda lindo, ainda vivo. Condição fundamental pra que a gente possa se cruzar de novo por aí. E se for pra ser assim, vai ser assim.

Estranha, eu sei. That’s just me.

5 comentários:

Ju Hilal disse...

Não vou dizer nada dessas coisas que você achou que eu fosse.
Fez bem em voltar, falou com ele...
Se for pra ser, vai ser.
E no fim, apesar da preguiça e do mau humor a noite foi boa, não foi? A gente nunca sabe...
Beijo querida, estava sentindo falta de você por aqui.

Tatiana disse...

Mas eu digo!
Você é uma besta completa!

figbatera disse...

Pois eu vou dizer: acho que esse é "o" cara. Será que ele gosta de "bossa-nova"?
Hehehe!

Carô disse...

Ô Rapunzel, joga logo essas tranças!!! E depois corte-as ;-)
Beijos

leo disse...

Está sem coesão seu texto heim ?Muito "mesmo que eles"..
Ps: nem sei o que eu estou falando :].. super blog =D