quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pra ninguém.

Eu tenho vontade de escrever um monte de coisas das quais tenho vontade, mas o problema é que sempre quem lê associa a uma pessoa. E eu juro, isso não é associado a nenhuma pessoa, pelo menos a nenhuma que eu conheça. Eu queria que um monte de coisas acontecessem comigo, mas ainda não conheci a pessoa com quem eu queria que todas essas coisas acontecessem. E são coisas tão simples. Juro. Nada de casamento, nada de filhos. Só um pouco de risadas, de caminhadas pela praia de noite, de filmes assistidos debaixo de edredons, um pouco de música e conversa jogada fora numa tarde de domingo lagarteando, queria ensinar umas coisas que eu sei, queria aprender umas coisas que preciso, queria dividir várias cervejas e alguns segredos, alguns, porque eu já aprendi que tem coisas que eu não posso contar pra ninguém. Queria um pouco de verde, um pouco de branco, um pouco de janela grande com vidro e um pouco de vento. Queria a desobrigação de telefonemas e torpedos e satisfações, e também queria a surpresa de tudo isso quando vem sem ser obrigação. Queria paz, leveza. Só. Acho que só.

Um comentário:

Anônimo disse...

Aah Ju, seus textos são lindos e inspiradores. O jeito que você escreve, nossa, isso ai é um dom *-*
O meu preferido, sem duvidas, é o ''Mulher Apaixonada'', aquele (e acho que todos), foi realmente do coração, sabe.
Continue sempre escrevendo, não para não, porque isso aqui, de verdade, é puro talento. E aliás, você poderia escrever um livro né?
Ia virar best seller :)